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Faro



Saqueado por ingleses e devorado num incêndio em 1596, Faro renasceu das cinzas e cresceu em, elegância e dinamismo. Os frescos jardins à beira d'agua e a brancu­ra das casas brilhando ao sol oferecem-se ao visitante numa dádiva de prazer e vida.
Da cidade, adormecida no tempo sob o tórri­do sol algarvio, perduram ruas estreitas com janelas de guilhotina e varandas de ferro forja­do, autêntico retiro histórico na baixa fervi­Ihante de gente.
Uma visita atenta à cidade, que até ao século XI foi conhecida por Ossónoba, revela um for­midável centro cosmopolita, onde se mistu­ram barcos de pesca e recreio, museus, hotéis e casas apalaçadas - imagens de Faro a apreciar a cada passo.
Indo à sua descoberta, parta-se do Arco do Repouso aberto nas muralhas, construidas sobre a anterior fortificação árabe. Reza a História que D. Afonso III terá aqui repousado e ouvido a missa após a rendição dos mouros. O arco é simples e encerra a pequena capela de Nossa Senhora do Repouso. Transposta a porta dá-se um salto para a dimensão ances­tral das ruas tímidas e tortuosas do bairro de Vila-a-Dentro, o mais antigo de Faro. Passeie com calma e, de olhos postos na beleza das fachadas que desvedam segredos da cidade secular, chegará à praça que se orgulha do Convento da Assunção, pela sua cúpula bran­ca e pela torre, que espreita entre os telha­dos.
Atrás de um ou outro turista de ar mais exóti­co alcança-se o Largo da Sé, rodeado de casas que convivem em sã harmonia, com o seu jogo de telhados, fieiras de janelas e sim­ples, mas belos, ferros forjados. Longe do bulí­cio das praias, a Sé é uma mistura de gótico, renascença e barroco. A dissonância exterior e repetida no seu interior, todavia, uma certa grandiosidade provêm desta igreja multiface­tada, na qual o erguer dos olhos revela um magnifico orgão quinhentista.
Templo de original e raro fausto é a igreja da S. Francisco. Esplendorosa, emana uma atmosfera intimista que se perde por entre a riqueza das pinturas, talha dourada e dos pai­néis de azulejos que a adornam.
Ao sair, caminhe até á marina, junto ao estrei­to canal que comunica com a ria Formosa. Entre na Igreja da Misericórdia e vá pensando no apetitoso arroz de lingueirão ou nas amei­joas na cataplana que poderá apreciar ao almoço.
À tarde, após um percurso petos Museus de Faro, as ruas da área comercial tentam o visi­tante a comprar os tradicionais objectos fabri­cados nas olarias espalhadas pela cidade. Não perca a cabeça nem perca tempo porque o Palácio do Governador ou as ruínas do Milreu e o sumptuoso Palácio de Estói são um chamariz para a visita desta típica aldeia algarvia.
No final do dia deixe-se envolver pela fresca brisa que corre junto à ria Formosa ou condu­za até à ilha de Faro onde poderá jantar com o pôr do sol.

Ajvlasman`s photo
Descobrir o Algarve CM

1 comments:

Apolónia said...

estas árvores, particularmente, viram-me cristalizar...